OS CÃES DO INFERNO


01/07/2004


As pessoas contam histórias das mais diversas maneiras; quando o filho conta pra mãe como foi o seu dia, está contando história; quando o aluno escreve uma redação na escola, está contando história; quando um amigo prende a atenção de um grupo de amigos com uma piada que ainda não acabou, está contando história; quando alguém procura um analista pra resolver suas neuroses, vai contar história... O trabalho do escritor é contar histórias. A Marcela parece estar passando por uma crise porque teve seu primeiro trabalho publicado e acha que não será mais capaz de contar outras histórias tão boas quanto. O escritor formatiza o pensamento em linhas que devem ser lidas de maneira coerente, mas isso não implica em transformar o ato de contar histórias em algo entediante ou sem prazer. Há pessoas que contam histórias sem graça, outras podem iluminar um tema obscuro ou transformar um discurso que, na boca de outros seria pífio, num relato tocante, engraçado, tenebroso ou comovente. Se o filho é bem articulado, o seu dia será ouvido com atenção; se o contador da piada tiver ritmo e puder estabelecer um pouco de empatia, fará todos rirem (mesmo que a pida nem seja tão boa assim); e assim por diante... O trabalho do escritor é contar histórias. Como todo artista, deve tentar fazer seu trabalho da melhor maneira possível. A grande bobagem é tentar superar-se, tornar-se genial ou escrever a mais perfeita obra-prima. Marcela! Senta a bunda na frente do teclado e pára com essa bobagem. Vai contando as tuas histórias sem medo de ser feliz. Você já provou que é boa contadora de histórias, não precisa provar que é melhor do que é! Fui!

Escrito por Octávio Cariello às 22h43
[ ] [ envie esta mensagem ]

30/06/2004


Marcelinha! Acabei de escrever a segunda seção do terceiro capítulo do MEM. O bicho tá pegando! Ainda preciso revisar seriamente o capítulo dois e já me decidi a duas coisas em relação às entradas dos capítulos: ou vão virar coisasinhas bem simples, tipo o nom de cores (é óbvio que com um significado bastante específico!) ou então, estou mais inclinado a isso, a extirpá-las de vez. O que li do Chopper e do Azir não deixa dúvidas: é do caralho e vai ser um puta livro. Vamos ver se dessa vez a coisa pega? E se a gente também voltasse a postar lá no scripts? Beijo.

Escrito por Octávio Cariello às 02h51
[ ] [ envie esta mensagem ]

29/06/2004


Meus caros amigos, (aliás este é o nome de um filme fantástico!! Uma comédia italiana, acho que a melhor que eu já vi. Tem também a continuação - ou será que é o filme que veio antes? não sei, enfim... - "O Quinteto Irreverente". Maravilhoso!). Retomando. Meus caros amigos (tem a revista também, não tem? Quesse nome??), eu fico aqui pensando sobre o contar histórias... Há cerca de dez segundos, apaguei uma página inteira que eu havia publicado anteriormente, na qual eu tentava contar uma história que, creio, acabou não funcionando. A verdade é que a gente às vezes quando vai contar uma história acaba se vendo, sem perceber, completamente fascinado com a idéia de contar "a" história. Hoje em dia isso é bastante comum para quem está começando, como eu. O mais interessante (sobre esse lance dos aspirantes a contadores de hitórias) é que esse pseudo-compromisso inventado por essa pseudo-competência só acontece de verdade uma vez que um cai em si acerca de seu pretenso talento como contador de histórias. Digo isso porque aconteceu comigo e sempre acontece. Quando comecei a escrever o livro que hoje (com a graça de Deus e a ajuda de alguns amigos maravilhosos) está publicado, isso não existia. Era simplesmente sentar e escrever horas e horas pelo simples prazer de contar uma história, fosse esta história interessante ou não. Hoje, me vejo escrevendo de maneira nem tanto natural. Já é mesmo pretensiosa esta proposta de meditar acerca do contar histórias, sendo que eu até hoje contei umas poucas. Mesmo assim, não posso deixar de dizer que o fato de haver contado pelo menos uma já é suficiente para me fazer pensar que uma outra será possível, e uma outra, e uma outra. Por isso essa preocupação em não parecer natural. Na verdade, não me sentir natural ao fazer o que mais gosto de fazer. Será que isso é realmente tornar-se um profissional? As vezes parece que quanto mais eu sinto me distanciar da mediocridade, mas eu me afundo nela. Talvez eu tenha uma idéia errada sobre o que é ser profissional, ou talvez eu tenha medo de me tornar profissional se estiver certa sobre a idéia que tenho... Ser aquele sujeito que sabe exatamente como e porquê está fazendo o que está fazendo, não porque está fazendo simplesmente por fazer, mas porquê precisa mostrar as maneiras com que pode fazer o que faz. Merda, já to punhetando de novo.... Tenho lido bem mais, é verdade. Isso ajuda (ou leva) um contador de histórias a rever a maneira com que conta as suas. É como mentir. A mentira começa pequena e antes que percebamos, nós a estamos vivendo. Um mentiroso sempre busca na mentira do outro elementos que tornem a sua mentira mais verdadeira do que a dele. Acho que foi por isso que eu apaguei tudo e, ao invés de simplesmente contar uma nova história, resolvi meditar sobre as histórias que desejo contar. Estou somente começando e não quero ter a sensação que de que o estou fazendo pelo fim. Fico lendo e relendo o que escrevo, geralmente achando uma merda, mas ao mesmo tempo saudosamente pensando no tempo em que escrever para mim era um sonho, não uma pretensão. O mais engraçado é que eu sonhava ser profissional. Esperei anos e anos por isso e agora que tudo está começando, tenho a impressão de que fazia melhor o que faço quando o fazia simplesmente por fazer, assim, despretensiosamente. Enfim... Se alguém aí no mundo exterior conseguir entender o que eu estou dizendo, agradeço pela manifestação. No final é tarde pra cassete e eu preciso dormir porque tenho uma caralhada de coisas pra fazer e nada disso tem realmente a importância que eu estou dando. Como eu disse no blog do Campos, Blog é legal porque a gente fala sozinho sem ter a sensação de estar falando sozinho... Graças a Deus eu não sou sozinha. Falo sozinha, muito, mas não sou, definitivamente, sozinha. Bem, meus caros amigos, é isso. Na verdade, acho que esse espaço é mais um díário de bordo do que qualquer outra coisa. Já vale só pelo espaço. Aliás, nem sei porque dizem "virtual". Isso aqui que tá escrito é bem real prá mim! Boa noite a todos e tenho certeza de que vou acordar melhor amanhã!

Escrito por Marcela Godoy às 22h48
[ ] [ envie esta mensagem ]

Cariello Maravilhoso!!! Voce, como sempre, inaugurando estes espaços!!!! Que delícia! Prometo que vou participar mais deste aqui (ou tentar pelo menos...). Quer dizer que a aflição acabou (ou está começando), pois você estava doidinho pra terminar o capítulo dois só pra poder começar a escrever o três! Sabe o que é mais legal de tudo isso??? Você está agora exatamente na metade de seu livro! Não é fantástico?? E quando é que eu vou receber o arquivo pra ler??? Manda logo, hein! To indo viajar na quinta!!!

Beijos!

Escrito por Marcela Godoy às 08h24
[ ] [ envie esta mensagem ]

28/06/2004


Olá amigos e benvindos a "Os Cães do Inferno"

Para quem não me conhece, sou aspirante de algo que ainda estou por descobrir o que é. Quem tiver alguma idéia sobre isso, por favor entre em contato comigo o mais rápido possível. O título deste Blog (antes que alguns pulem na conclusão de que se trata de uma apologia ao "Danado") tem relação com um de meus projetos. Nada especial, é que eu gosto do som de "Os Cães do Inferno". Só isso.

Como eu sou (ou estou) pobre, o que significa que não posso pagar um web designer para desenvolver meu site, resolvi tomar a inciativa de criar este Blog (na verdade, inspirada pela iniciativa de alguns amigos muito especiais - Marcelo Campos, que recentemente inaugurou o blog dele e como eu sou muito imitona eu também queria um; Octávio Cariello, que quando participávamos de um blog voltado para a criação/divulgação/brainstorms de HQ/Cinema era o único que postava!; e Sérgio Codespoti, que criou o blog mencionado anteriormente).

Não tenho a menor idéia de como começar. Assim (e como o Blog é meu e ninguém tem nada com isso...), posso começar dizendo que não tenho nada a dizer, o que me leva a "inventar" coisas a serem ditas. Isso é essencialmente contar histórias (em meu modesto ponto de vista).

Mas não é o que vou fazer aqui, agora. Não. Não vou contar histórias neste momento. Vou na verdade falar sobre uma história que foi contada, na forma de um filme, diga-se de passagem o PIOR FILME QUE EU JÁ VI EM TODA A MINHA VIDA!!!!!! É notório (e devo dizer um tanto constrangedor) o fato de eu ser uma grande amante dos filmes trash. Sou fã de "O grande dragão branco" e acho que "Olhos Famintos" merecia um Oscar. Esta noite, contudo, posso dizer que a inventividade humana aliada ao estranho e inexplicável prazer que alguns produtores tem em simplesmente queimar seus dólares, supreendeu-me por demais. Zapeando como de costume, deparei-me com esta obra-prima do cinema-merda, intitulada "Hellborn". O que eu sugiro?? Passem longe. Eu suplico. É MUITO ruim. MUITO, MUITO, MUITO ruim. O tipo de filme que faz doer atrás do joelho... Eu sinto muito por ter assistido. Aliás, estou com a sensação que preciso me desculpar com alguém por ter visto este filme e simplesmente não sei com quem devo me desculpar. Mundo, perdão. É uma coisa terrível esta sensação de absoluto vazio intelectual que este filme me provocou. Puta que pariu que filme ruim do cassete. Divertido, contudo. Pasmem. É que eu acho quase tudo divertido. Nasci com essa bolha de ar no cérebro, cujo vácuo insiste em ser ocupado por pérolas e mais pérolas da cultura inútil. Nada que se possa fazer. Graças a Deus.

Seja como for, estou feliz com meu primeiro post. Espero que vocês passem por aqui de vez em quando. Eu espero também me lembrar amanhã de que criei este blog hoje e, assim, adquirir o hábito de visitá-lo de vez em quando. É, eu esqueço tudo e muito rápido. Bem. É isso.

Tchau.

Escrito por Marcela Godoy às 23h36
[ ] [ envie esta mensagem ]

Perfil