"Por Deus que está no céu... Que porra é essa??".
Já era pelo menos a décima-terceira vez que Leônidas se havia feito essa pergunta desde que - sabe-se-lá como - chegara ali. Caminhava por aquelas ruas estranhas, sob a noite de céu amarelado, num tempo que talvez pudesse ser qualquer tempo entre o Big Bang e o apocalipse de Matrix; num lugar que poderia estar em qualquer quadrante de qualquer galáxia, próxima ou distante de qualquer ponto de origem aleatoriamente estabelecido pelo mesmo filho-da-puta sádico responsável pela improbabilidade que Leônidas ora experimentava.
Se pelo menos ele conseguisse reconhecer qualquer coisa... Mas...Não conhecia aquele lugar, aquele tempo, aquela gente, e seu rosto refletia no vidro a imagem de um completo estranho! Como em nome de Deus aquilo poderia ser possível? Num momento ele estava em seu banheiro, olhos fechados, punhos cerrados, face contraída e mente concentrada. Todo o seu corpo comprometido e envolvido com a rotineira tarefa matinal de seu intestino. Mas ao deixar o banheiro de seu modesto apartamento na Aclimação, em São Paulo.... Bum! Que diabo de lugar era aquele?? Onde estava? O que houve com seu banheiro?? "Caguei um universo!", Leônidas ousou pensar, ironizando a própria sorte (.......)
Quase esqueço... FUJITA. CALIL. CACETE.


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