Ele me chamou de "Deusa".
Preciso dizer mais alguma coisa?
Ele me chamou de "Deusa".
Preciso dizer mais alguma coisa?
Ok. Momentos finais do dia mais esperado do ano. Estou reportando ao vivo do local de encontro (cheguei 30 minutos antes e tem um cyber cafe...). Cólicas. Vontade de sair correndo. Vontade de esquecer tudo. Medo. Insegurança. Dúvida. Taquicardia... Tá difícil. O que vai ser daqui a pouco?? Carmba, eu queria ter a menor pista. Sei que vai ser legal, o que quer que aconteça, vai ser legal. Tem sido maravilhoso. Minhas mãos estão trêmulas, é como se eu nunca houvesse escrito uma linha antes. As palavras simplesmente não chegam. Devem ter fugido junto com a minha coragem de ir embora e esquecer a coisa toda. Não. Isso é medo e eu não sou medrosa. Quer dizer sou, mas não tenho medo dessas coisas... Pelo menos eu achava que não tinha... Estou de costas para a entrada e apavorada. Não quero me virar. Quero, mas estou completamente apavorada. Meu coração tá disparado, minha boca está seca e estou sentindo um pequeno mal-estar... Fumaria alguns cigarros, mas não quero ficar cheirando a cinzeiro. Já é o terceiro Halls que eu enfio na boca. Deus! O que houve com a boa e velha Marcela? Aquela que não tem medo de nada! Que se enfia em qualquer coisa e pensa depois que se enfiou. Uhhh. Não paro de bufar e suspirar. Minhas vísceras parecem estar dançando ye-ye-ye... Deve ser normal. Estou diante de uma situação totalmente nova pra mim, em todos os aspectos. Um tudo ou nada diferente de qualquer outro. Doze minutos mais e aí eu vou começar a queimar. Vou entrar em combustão. O encontro é às seis horas. São precisamente cinco e quarenta e oito. Nossa. Minhas mãos estão suando tanto! Medo! Pavor! Medo cruel! Tem um monte de "será" falando comigo agora... Um monte de "e se...?". De repente eu to em dúvida. Cacete. Pára, Marcela! É isso aí. Você veio até aqui, garota! Now finish what you´ve started!! Por que ue não me viro para trás de uma vez? Do que diabos eu estou com tanto medo? Deus me ajude. Eu to apavorada. Oito minutos agora. Dores de barriga!!!!!! Taquicardia. Isso não é bom. Não é bom!
Às vezes eu tenho vontade de mandar o Sr. Uol pro raio que o parta (porque sou educada e não iria mandá-lo tomar no cu, que é o que ele merece). Cacete, PQP!!!! Passei um puta tempo escrevendo um puta script e quando mandei publicar a merda do site saiu do ar e eu perdi tudo... Meu tempo já não passa direito (parece que vai chegar o Natal de 2008, mas não vai chegar sexta-feira) e essa porra desse provedor ainda acha que eu tenho tempo (que não passa) pra ficar perdendo...
Faça-me o favor!
Caramba... Tinha feito um negocinho tão legal... Deculpem o palavriado... Normalmente eu sou mais delicada e comedida, exercito meu extenso vocabulário com somente as grandes pérolas de nosso rico vernáculo, mas pelamordedeus! Não tem palavra bonita pra dizer coisa feia, não se ela for feia como eu to imaginando feia!
E o pior é que agora eu to sem saco de escrever de novo porque o conceito de re-trabalho me causa coceiras. Só de pensar na palavra já estou coçando, merda eu a escrevi, não vou parar de coçar até amanhã.
Então vamos falar de outra coisa. Filmes. Filmes é sempre legal.
Ok... O que a Marcela assistiu ultimamente numa débil e mal sucedida tentativa de ocupar os olhos, a cabeça e o tempo (que não passa) com algo que não os pensamentos sobre seu amado e a próxima sexta....
“Janela Secreta”, Johnny Depp e John Turturro.
Muito legal. Não, muito legal, não. Legal. Gostei. Um filme de suspense baseado num conto (ou livro, sei lá) de Stephen King. Certamente as atuações de Depp e Turturro já valem o tempo (que não passa) investido. Pena que, na minha modesta opinião, o roteiro poderia ter sido um pouquinho, só um pouquinho, melhor construído de maneira a fazer a história fechar com o espectador ainda tão inserido na trama quanto no começo. Calma. Eu explico. Janela Secreta usa aquele recurso em que o espectador sabe tanto quanto o protagonista, a quem foi apresentado um problema no início da fita. A trama vai se desenvolvendo de maneira bastante envolvente, de forma que o espectador se sente um com o protagonista. O pequeno problema está justamente na maneira com que o corte entre o protagonista e o espectador foi elaborado. O momento em que estas “pessoas” se separam e aí tudo passa a ser novidade para o espectador. O fechamento da história (muito legal, por sinal, detesto finais felizes – porra, contei o fim...), da maneira em que o roteiro foi construído, poderia ter sido muito mais impactante se o corte entre espectador e protagonista tivesse acontecido de outra maneira. Mas isso sou só eu e minha presunção falando... De maneira geral, exceto pelos viventes pentelhos como eu, viciados em catar pêlo em ovo e ver defeito onde não tem, é uma boa pedida.
“Monster”, Charlize Theron e Cristina Ricci.
Excelente! Filmão! A mulher dá show! Baseado em fatos reais, “Monster” é o tipo da história que nos leva a dedicar dois minutos de nosso escasso tempo que não passa cacete não agüento mais a pensar sobre o Mr. Hyde que há em todos nós. Mais do que isso, da maneira que a história foi contada, os dramas frente às relações humanas, o preconceito, a rejeição, a violência – essas merdas do nosso mundo – mas também a caridade, o amor e outras virtudes que nos esquecemos com alguma freqüência, são intensos e chegam a causar um certo desconforto na medida em que vimo-nos completamente absorvidos pela “suposta” inocência do não-inocente. Um tipo de culpa que assombra aqueles que, na maioria dos casos, não teria razão pra se culpar de nada até que a própria culpa desencadeasse um processo inconsciente que fatalmente viria a gerar o “momento” em que a culpa passasse a fazer sentido... Fui clara? Não sei... Senti um certo “hermetismo” nessas últimas palavras... Tudo bem, para maiores explicações mande um email, sei lá... Enfim, o filme vale cada segundo (que não passa) dos seus cento e nove minutos.
(continua abaixo...)
“Alguém tem que ceder”, Jack Nicholson, Diane Keaton e Keanu Reeves (aquela maravilha que por Deus do céu, por que senta?).
Bem, só de dizer o elenco já sobe aquele friozinho na nuca, não é? “Alguém tem que ceder” é uma comédia romântica (sim, senhoras e senhores, eu sou trash, adoro “Olhos Famintos”, “O Grande Dragão Branco” disputa o filme que eu mais vi na minha vida pau-a-pau com “As Tartarugas Ninjas”, mas sou humana, estou loucamente apaixonada e vejo comédias românticas sim!) como poucas! Momentos hilários, atuações impecáveis, diálogos geniais, enfim... Um filme inteligente e divertido recomendado para quem está a fim de se emocionar sem perceber que está se emocionando! Segue bastante a linha daquele outro (que eu acho GENIAL) chamado “Simplesmente Amor” – acho que já vi umas cinco vezes, por sinal – e que conta com a participação de nosso querido Rodrigo Santoro (aquela outra maravilha que, graças a Deus, não senta...). Tudo bem que ele fala cinco frases de três palavras cada uma, mas e daí? Ele está lá, fazendo cinema em Hollywood e eu não.
No mais, tudo em paz.
Estou aqui amargando algumas queimaduras solares resultado de minha imprudência então, não posso reclamar demais. Não gosto nada da idéia de me olhar no espelho e ver um caqui refletido onde deveria estar meu rosto, mas acho que isso deve passar logo (imediatamente após aquela fase em que verei, então, uma cobra refletida, creio...). Mas como não ceder aos encantos desta divindade hoje tão rara em céus paulistanos? O grande amor da minha vida insiste em dizer (meu lindo, desculpe por publicar seu comentário, ele sempre será seu...) que nossa capital está se transformando na Transilvânia. Não acho que ele esteja errado. O sol tem sido tão freqüente em nossos céus quanto verduras na dieta dos vampiros, então acho que faz muito sentido o que ele disse.
Enquanto espero a sexta-feira que não chega (possivelmente um ponto de virada na linhas lay da vida deste ser insípido que vos fala), a pedida desta noite – fora a longa conversa que se deus quiser e o tempo que não passa, passar, terá início em algumas horas – é... Deixe-me ver... mmmm....... “A Casa dos Horrores”... ???... É... Título promissor, han? Eu não sei porque insisto em alugar qualquer coisa que se materialize diante de mim nas prateleiras da locadora... Bom, alguém tem que passar por isso... Elenco tão desconhecido quanto eu e a ilustração da capa promete 90 minutos (que não passam) de provável arrependimento por motivos que vão desde “estou sozinha em casa e ver filme de terror sozinha não tem graça e se eu sentir medo? Acho melhor desistir da idéia” até... “Puta que pariu, filminho vagabundo, mas o bicho era feio pá porra e, vagabundo ou não, eu vou ficar com medo”....
Enfim. Acho que vou mesmo é ver (na verdade rever. Talvez pela décima quinta vez...) O Aranha 2... Estou tão carente que ver um ser de oito membros (ainda que metade deles sejam mecânicos, mas que podem abraçar do mesmo jeito) talvez possa me trazer conforto... Boa noite a todos e até a próxima.
Peter... Tudo aquilo que você já sabe!
Momento para interlúdio apaixonado
Thomas Moore
Ok. Ao filme, então.
"Entrando numa Fria 2", é sequência daquela comédia romântica estrelada por Ben Stiler e Robert De Niro. O filme conta ainda com as espetaculares atuações de Dustin Hoffman e Barbra Streisand (de quem sou fã alucinada!) no papel de pais do pobre protagonista, Gaylord Focker, vivido por Stiler. Momentos hilários e ritmo bem mais dinâmico do que o filme anterior (que em alguns momentos pareceu se arrastar bastante, não sei se vocês se lembram...), é uma boa opção para os casaisinhos de bobeira perambulando por esta cidade abençoadamente vazia.
Mas não me dei ao trabalho de logar para falar do filme, e sim, de mais um mico computado à minha lista já longa e entusiasmada de micos em salas de cinema.
Tudo começou quando entrei na sala e os trailers já haviam começado. Ouvi do corredor externo à voz do Imperador e tratei de apertar os passos deixando minha amiga para trás. Curvei-me (literalmente) diante da tela ao ver ali a figura do indizível Lord Vader (que merece saudação e prostração!!) e, sem querer, como que ritualmente, repeti para mim mesma as palavras já muito bem memorizadas daquele trailer "Lord Vader..." "Yes, Master..." "Rise."
Detalhe... Meu "Rise" talvez tenha sido um pouco empolgado... Algo como que Jose Carreras interpretando Figaro no Carnegie Hall. O fato é que me voltei para trás à procura de minha amiga que por algum motivo inexplicável, sumira de vista... E só então me dei conta de que toda a sala de cinema olhava para mim como quem diz "de onde você veio?". E eu devia ser a única pessoa ali dentro usando uma camiseta com o símbolo dos Thundercats. E pensei estar sob efeito de alguma droga colocada pelo garçom na coca-cola de instantes atrás porque a impressão que eu tive era de que estava numa convenção de gêmeos siameses. Todos tinham duas cabeças, ou estavam colados uns nos outros a ponto de parecerem ter duas cabeças... "O que estou fazendo aqui?" foi a pergunta óbvia. Mas já era tarde e eu não volto atrás em minhas decisões.
Foi quando me lembrei do título do filme e tudo ficou esclarecido.
A menos que a sua metade siamesa esteja disponível para acompanhá-lo(a), espere pelo DVD.
Avenida Luis Carlos Berrini. Outdoor do Bankboston (enorme, por sinal). Vemos a foto de uma jovem nos seus 30 anos, sorrindo (elas estão sempre sorrindo), e os dizeres:
Regina, Gerente BankBoston: "É impossível chegar lá sozinho."
Agora eu pergunto: "Regina, Gerente BankBoston, você considerou olhar no Guia ou pedir informações?"
Vou assistir a um filminho bem meia-boca-mela-cueca-do-amor hoje à tarde com uma grande amiga porque nós duas estamos querendo dar risada. Ela quer rir da própria desgraça e acha que sou palhaça o suficiente para conceber piadas que a levem a isso. Não sei de onde ela arrancou esta idéia absurda. Sou tão engraçada quanto um tsunami.
Prometo comentar o filme quando voltar. E os trailers que o antecederem também.
PS: Peter, se você passar por aqui... Bem, já sabe.