Num lugar distante, o viço, mudo, pensava consigo sobre a falta que lhe faziam as palavras. Não as conhecia, e não conhecendo, sequer entendia a razão pela qual pensava. Queria muito compreender, o viço, a razão de sua essência. Buscou, então, na Lua, respostas. E somente ao olhá-la, vigorosa, compreendeu a razão pela qual não precisava falar. Calou-se em pensamento, o viço, para sempre. E seu silêncio eterno deu-lhe nome. O viço não há que falar, mas ser dito. Você já olhou para a Lua hoje?...


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