Ok, ok, ok.... Já faz tempo, é eu sei.... Mas vamos lá, que a fila está andando!
Só esses dias consegui assistir (pasmem! Depois de todo este tempo chega a ser um micão!) “Guerra dos Mundos” e “Alexandre”. Se vale a pena comentar?? Digamos que para cumprir a formalidade de agenda, rara, como vocês devem ter notado ultimamente, eu possa dizer aqui uma ou duas coisinhas a respeito destas superproduções – embora meu conceito de superprodução tenha mudado consideravelmente desde que encarei a minha própria...
Guerra dos Mundos
Na minha modesta e atrasada opinião: um filme.
Sim, senhoras e senhores, “Guerra dos Mundos” é tão somente um filme. Pelo menos do ponto de vista da história. Do ponto de vista dos efeitos especiais e da suntuosidade da produção (super, sem dúvida), um filme “legal” Veja, “legal” não “bem legal”, porque para ser “bem legal”, a história teria que ser boa também. E para ser “muito legal”, precisaríamos poder contar com a boa performance dos atores e isso, eu sinto dizer, não rola.
Eu não li o livro em que se baseia o filme, mas fiz (em conjunto com Marido, sempre em conjunto com Marido, que leva metade dos créditos em tudo o que eu faço hoje em dia), minhas leiturinhas modestas acerca dos subtextos e, partindo-se daí, a coisa fica ainda mais triste, porque neste sentido, talvez o roteiro pudesse ter sido mais bem trabalhado, de maneira a... Ah! Roteiro?? Que roteiro?? Tom Cruise tentando ir de ponto A a ponto B sem ser pulverizado... Ok, sejamos humanos...
Primeiro: o petróleo e o “mal”. Ou, quem sabe, o petróleo “é” o mal? Muito legal a idéia do perigo estar debaixo da terra, "espreitando", e ser mais velho que civilização humana como a conhecemos. No filme, o mal vem de baixo para cima, irrompe furioso dos confins da Terra, para a superfície, trazendo a morte, a discórdia, um mal que se alimenta do sangue humano, nenhum outro, só o sangue humano, como se o sangue humano representasse aquilo que só o homem consegue reconhecer como objeto de valor, tal qual um certo "fazedor de discórdia" que conhecemos tão bem... Aquela coisa preta e valiosa que vem dividindo o mundo.... Enfim... Achei isso muito legal. E, ao mesmo tempo, a “superposição de males” – caralho, daqui a pouco eu vou perder o fio da meada... Mas vocês vão entender... Lembram-se que, num detalhe muito vivo e perspicaz, as naves estavam sob a terra mas os invasores não? Ou seja, vamos brincar de traçar paralelos... Vamos dizer que as armas (naves, tripods, chamem como quiserem) sejam o petróleo e os invasores (alienígenas) sejam aqueles que “vem de fora para dominar aquele 'perigo' que está sob a terra"... Mmmm.... Acho que o filme estava falando bastante sobre a questão da relação do governo americano com o petróleo árabe - uma relação de longa data, no mínimo doentia... Aliens que se alimentam de sangue humano?? O petróleo se alimenta do sangue humano por meio das guerras que promove! Blá! Meu discursinho tá tão meia-boca quanto aquele roteiro ruim! Melhor deixar pra lá... Vejam o filme: Meninas, Tom Cruise continua tão 'gatinho' quanto sempre foi e Meninos, tem bastante sangue e raios e bichos esquisitos matando gente.... AHHHHHH!
Enfim, como isso é notícia velha, tudo o que dá pra dizer é que “Guerra dos Mundos” é um filme legal do ponto de vista da qualidade da produção visual e meia-boca no roteiro. Nem todo sub-texto do mundo ajuda a melhorar o ‘rating’ do filme...
Ah... tem o “Alexandre”, né???
Pois é... Eu estava esquecendo... Alexandre... Alexandre.... Já sei:
Alexandre não era uma bichinha chorona.
E Oliver Stone é, sem dúvida, um imbecil pretensioso.


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